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Visita ao Parque das Ruínas e Chácara do Céu

Interior do Parque das Ruínas
Interior do Parque das Ruínas

Continuando o nosso post sobre Santa Teresa, depois que pegamos o bondinho e saltamos na estação do Largo do Curvelo, andamos um pouco, cerca de uns 10 min até o Parque das Ruínas e o Museu Chácara do Céu. Os dois ficam um ao lado do outro e o primeiro que visitamos foi o Parque das Ruínas.

Logo na entrada você tem três opções: pegar à esquerda e entrar numa área com um palco e um parquinho para crianças; subir a escada em frente e ir para uma galeria que estava expondo obras de alguns artistas (não me lembro os nomes e não fiz anotações… ainda estou aprendendo a visitar os lugares e pensar como blogueiro, rsrs); ou pegar à esquerda e subir por uma rampa até o deck que tem a vista para a Lapa, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, lindos como sempre, ainda mais num dia de sol como o que fez quando visitamos o Parque.

Vista deslumbrante do parque
Vista deslumbrante do parque

Pegamos à esquerda primeiro, só pra dar uma rápida olhada pelo parquinho, o palco e a vista. Depois subimos as escadas, entramos rapidamente na galeria, olhamos as artes expostas e de lá saímos na base das Ruínas do palacete.

Vista de uma das janelas do parque
Vista de uma das janelas do parque
Escadaria para o terraço
Escadaria para o terraço

A residente deste palacete foi Laurinda Santos Lobo, sobrinha e herdeira de Joaquim Murtinho Nobre (Ministro da Fazenda do governo Campos Sales) que viveu entre os anos de 1878 e 1946. Laurinda foi uma grande incentivadora e patrocinadora das artes da cidade do Rio de Janeiro durante o período chamado de Belle Époque carioca. Ela promovia em sua residência inúmeros saraus que eram frequentados por artistas nacionais e internacionais como Villa Lobos, Tarsila do Amaral, João do Rio e Isadora Duncan.

 

Subimos da base das Ruínas até o terraço por estruturas de ferro e vidro, construídas posteriormente pela Prefeitura do Rio na intenção de transformar o que restou do antigo palacete em Centro Cultural Municipal. Tiramos algumas fotos lá de cima e depois descemos até o deck e a lanchonete para mais algumas fotos. Descemos a rampa para ir embora, quando Julia lembrou que queria carimbar o seu passaporte dos Museus. Depois de rodar mais um pouco quase que pelo Parque todo, ela descobriu que a administração era bem ao lado da galeria de artes e conseguiu o seu carimbo.

Nós no terraço
Nós no terraço

Descemos as escadas e fomos para o Museu Chácara do Céu, um pouco mais à frente na mesma rua, lá no fim dela, já que é uma rua sem saída. Passamos a guarita e subimos por uma rampa de paralelepípedos em curva, construída em meio a mata que envolve os morros de Santa Teresa.

Entrada da Chácara
Entrada da Chácara

Chegamos até uma área com pilotis, tipo um espaço para estacionar um carro e entramos por uma grande porta de vidro entreaberta. Falamos com um rapaz que estava numa espécie de antessala transformada numa pequena lojinha e pegamos nossos ingressos. Como Julia estava com o passaporte dos Museus, não teve que pagar nada. Eu, como estava sem o meu, paguei 2 reais para entrar. {gostaria de dizer que não tinha nada escrito no passaporte que falasse que teríamos entrada de graça, foi uma grata surpresa!}

 

O Museu Chácara do Céu juntamente com o Museu do Açude no Alto da Boa Vista, integram os Museus Castro Maya, que são vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM/MINC). A propriedade, na época já conhecida como Chácara do Céu, foi adquirida pelo engenheiro Raymundo de Castro Maya, que nela viveu de 1898 até 1917. A casa em estilo neoclássico, é herdada por seu filho Raymundo Ottoni de Castro Maya em 1936 e demolida em 1954, para a construção da casa atual, projetada pelo arquiteto Wladimir Alves de Souza. Com linhas retas e grandes janelas de vidro, a casa modernista integra-se aos jardins.

O dia estava tão lindo que deixar de olhar para o céu foi impossível!
O dia estava tão lindo que deixar de olhar para o céu foi impossível!

O Museu exibe coleções de arte de períodos e origens variados, livros raros, mobiliário e artes decorativas, distribuídos em três pavimentos. Atualmente, o Museu apresenta exposições de longa duração e temporárias, assim como mantém dois cômodos com mobiliário original, na intenção de preservar o caráter de residência do local.

Depois de comprar meu ingresso, subimos para o segundo pavimento e visitamos as duas salas com mobiliários originais da família: uma ambientando a sala de jantar e a outra a biblioteca. Alguns desses móveis são réplicas, que foram feitas na intenção de preservar os móveis originais, que as pessoas sem educação sentavam para sentir o conforto deles, apesar dos avisos para não fazer isso. Pegamos essas informações com um dos guardas, muito simpático por sinal.{verdade, muito simpático mesmo} O Jardim de Inverno, principal sala de exposições temporárias, infelizmente estava fechada para reformas…

Jardim da casa
Jardim da casa
Casa vista do jardim
Casa vista do jardim

Dali, saímos para o jardim, tiramos algumas fotos enquanto algumas pessoas aproveitavam para fazer um pic nic {quero voltar para fazer um pic nic!}, voltamos pra dentro da casa pra subir pro terceiro pavimento. Lá estão expostas telas da coleção Brasiliana e mobiliário brasileiro. O antigo quarto de hóspedes expõe parte da coleção de arte brasileira com uma seleção do acervo de arte popular. Já as antigas dependências pessoais de Castro Maya, destinadas à exposições temporárias, apresentam principalmente obras de arte sobre papel, com destaque para o display de gavetas que exibe seleções de aquarelas de Jean-Baptiste Debret e a série de desenhos “Dom Quixote”, de Candido Portinari.

Biblioteca e  Sala de jantar
Biblioteca e Sala de jantar

Quando estávamos saindo da Chácara do Céu, vimos que tem uma passarela de ferro que conecta com o Parque das Ruínas. {culpa minha hehehe, eu tinha visto mas não tinha feito fé} Poderíamos ter passado por ela em vez de ir pela rua até a entrada da Chácara. Passamos por ela, saímos novamente pelo Parque das Ruínas e voltamos para o Largo do Curvelo para pegar o bondinho de volta pro Largo da Carioca.

 

Conexão entre os dois musesu
Conexão entre os dois musesu

Informações gerais

Duração do passeio
O tempo que você quiser passar dentro dos museus

Horário – Chácara do Céu
Diariamente, exceto às terças-feiras, das 12h às 17h. Entrada franca às quartas.
Fecha nos dias 1º Jan, Carnaval, 25 Dez e 31 Dez.

Estacionamento
Gratuito no próprio museu.

Preço
R$ 2,00

Gratuidade
Menores de 12 anos, pessoas com mais de 65 anos, grupos escolares, professores e guias turísticos em serviço, membros do ICOM e da Associação dos Amigos do Museu.

 

Horário – Parque das Ruínas
Aberto de terça-feira a domingo, de 8h às 18h.

Preço
Grátis

 

– Informações retiradas dos sites – 

www.museusdorio.com.br

www.museuscastromaya.com.br

www.rio.rj.gov.br/web/smc/centros-culturais

 

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