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Eagle Skydive – Saltando de paraquedas em Resende

Como já contei aqui tenho fixação por voar desde que me lembro. Comecei a matar minhas vontades quando saltei de asa delta em 2013 com o Mosquito. Foi uma experiência incrível, ver São Conrado de cima é mágico, ainda mais com o mar na cor que estava, mas minha vontade ainda não tinha passado. Tentei me planejar várias vezes mas acabei desmarcando até que em 2017 decidi que não passaria mais um ano sem matar meu desejo de saltar de paraquedas.

eu e Mosquito em 2013 na praia de São Conrado depois do voo
eu e Mosquito em 2013 na praia de São Conrado depois do voo

 

adoro essas placas
adoro essas placas

Escolher um lugar para saltar é uma tarefa que requer paciência e pesquisa. Perto do Rio de Janeiro temos Resende com um bom centro de salto e Boituva em São Paulo como um dos principais centros de salto de paraquedas do Brasil. Por questão de proximidade acabei optando por saltar em Resende. Coincidência ou não tinha outros loucos interessados nessa aventura, então combinamos um comboio para ir até Resende e matar essa vontade.
A escola de salto escolhida no final das pesquisas foi a Eagle Skydive. Recomendada por amigos sabendo de todo o comprometimento da equipe. O contato foi feito via whatsapp, Dida foi sempre muito atencioso passando todas as informações que precisávamos para nos organizar para a aventura. Depois de definirmos qual o tipo de salto que faríamos, depositamos o valor referente a reserva e haja oferenda para Santa Clara para o tempo abrir no fim de semana! Não é preciso fazer a reserva mas é mais garantido ter a vaga certinha, depois o valor é abatido do preço total.

 

Tipos de saltos oferecidos:

SKYDIVE

Salto duplo com mais de 200 fotos e filmagem vídeo handcam

Veja o vídeo da Eagle Skydive

Salto duplo VIP

Salto duplo com mais de 200 fotos, filmagem vídeo handcam e mais com mais um paraquedista filmando de fora.

Veja o vídeo VIP da Eagle Skydive

Já que eu ia matar uma vontade minha de infância, me presenteei com o pacote VIP, principalmente por que faltava só um mês para meu aniversário, nada mais justo que um bom presente.

saindo do Rio e chegando em Resende
saindo do Rio e chegando em Resende

Chegar em Resende não tem muito mistério, difícil é acordar as 4h30 da manhã para sair as 6h da rodoviária (conforme nos foi recomendado) e chegar às 8h no aeroporto de Resende. Tudo fica mais complicado quando você omite da família para onde você está indo hahaha, mas tudo deu certo no final. Os saltos são feitos aos fins de semana e são confirmados na sexta-feira. A reserva deve ser feita até quinta- feira da semana do salto. Compramos nossa passagem na sexta-feira quando o salto foi confirmado e a previsão do tempo de céu azul. O ônibus que vai para Resende é da Viação Cidade do Aço, os preços de cada perna variam em torno de R$ 37 ( ônibus convencional saindo de Resende) a R$ 52 ( ônibus executivo) da para comprar pelo site sem dificuldade. Ir de carro também é bem tranquilo, mas levando em consideração a hora, o fato de não ter carro, e eu nunca ter pego estrada, fomos de ônibus mesmo para colocar o sono em dia.

chegando na rodoviária
chegando na rodoviária

Achei que dormiria que nem pedra na viagem mas não rolou e apesar do sono, chegamos rapidamente na rodoviária de Resende uma 8h da manhã, para ir até o aeroporto o Dida nos ofereceu uma santa carona, encontrando conosco no desembarque. Chegar cedo significa ser liberado primeiro, como ansiedade é meu sobrenome nada mais natural do que querer madrugar.

Dida me equipando, e eu com o famoso sorriso de pânico
Dida me equipando, e eu com o famoso sorriso de pânico

Conversei rapidamente com o Dida, que me contou ter de mais de 3.000 saltos na conta, e eu já estava impressionada com o meu fotógrafo (Nick) que tinha quase 400. Disse que começou a saltar de paraquedas como militar em 1990, depois em 2003 fez curso de salto livre e desde 2010 trabalha como instrutor. Além disso ele faz parte da equipe Os Cometas desde 2007, uma equipe de paraquedismo do Exército Brasileiro, que participa de campeonatos e demonstrações no Brasil e exterior.

nos equipando
nos equipando
nosso cantinho no aeroporto
nosso cantinho no aeroporto

O processo para saltar pode ser resumido em 5 etapas

1 – PREPARAÇÃO

Recebemos instruções, somos equipados com as roupas para o salto, e todo esse “colete” onde  depois somos presos aos nossos instrutores. Esperamos pacientemente sermos chamados para as decolagens que começam as 9h ( se o tempo estiver bom, claro ). Eles têm uma tabela na parede onde marcam as decolagens e com quem cada instrutor vai voar. Nossa decolagem foi a 3ª do dia, por termos reservado antes conseguimos subir os três juntos. Erika subiu com o Dida que para combinar com a cabeleira vermelha dela colocou uma touca do Angry Bird vermelho, eu fui com o Flávio que como disse, foi o que sobrou para mim hahaha e o Henrique com o PC.

preparando para embarcar
preparando para embarcar

2 – VOO PANORÂMICO

Escutamos 3ª decolagem em 10 minutos e nos direcionamos para embarcar no avião. A essa altura eles já gravaram alguns vídeos com a gente, querendo saber porque estamos lá, praticamente uma entrevista hahaha. Eu, pessoa que nunca foi fã de “teco-teco” já senti arrepios ao subir na escadinha do avião, entrando de acordo com a ordem decidida por eles ficamos um atrás do outro em dois banquinhos.

partiu subir no monomotor
partiu subir no monomotor

Não poderia ter pedido um dia mais bonito, o céu azul estava praticamente sem uma nuvem. Não mexi nas cores de nenhuma foto o azul estava assim mesmo! Já no avião os instrutores se amarram a nós, fica bem apertado, me senti mais segura do que em uma montanha russa. Nosso voo panorâmico sobre Resende permitiu ver o pico das Agulhas Negras, Represa do Funil e Penedo, subimos por quase 15 minutos até chegar a 12.000 pés (cerca de 4.000 metros) de altura. Nesse momento a porta retrátil abre, o vento entra, o LED vermelho fica verde e “VAMO BORA!”

minha cara de estou calma só que não | e a vista da Represa do Funil minha mais nova paixão
minha cara de estou calma só que não | e a vista da Represa do Funil minha mais nova paixão

3 – SALTO / QUEDA LIVRE

é agora não tem mais volta não
é agora não tem mais volta não

Atração pelo abismo:
Um problema que quase todo mundo sofre ao olhar para baixo de um lugar muito alto, e que eu tenho plena, completa e total consciência que eu possuo. Olhar pela porta do avião e saber que você ( dessa vez ) pode saltar sem medo para aquela imensidão, dispara uma adrenalina sem precedentes. Erika foi na frente e eu a segunda a pular do nosso avião. É preciso se posicionar na porta e colocar as pernas para fora lutando contra o vento forte. E em menos de um piscar de olhos você está do lado de fora, com o vento deformando seu rosto como massa de modelar, o vento passando por você e no meu caso com o fotógrafo rodando em voltar FOI INCRÍVEL!!! Até que depois de quase 20 segundos de queda livre. O paraquedas é aberto.
Tenho a leve sensação que viciei… principalmente na parte da queda livre quero fazer de novo!!!

e foi!!!!
e foi!!!!
gritei até dizer chega!
gritei até dizer chega!
como somos insignificantes diante da natureza
como somos insignificantes diante da natureza
nem lembro de ter dado essa cambalhota
nem lembro de ter dado essa cambalhota

 

4 – O ABRIR DO PARAQUEDAS

O paraquedas abre à 5.500 pés (cerca de 1.500 metros) de altura. O tranco que eu esperava ser forte foi super tranquilo um leve puxão apenas. Dei tchau ao meu fotógrafo que ainda continuou mais um pouco em queda livre. Depois do paraquedas aberto se você não usar lentes de contato pode tirar os óculos para aproveitar a vista. Eu que não fazia muito fé na vista de Resende fiquei impressionada com a beleza do mar de montanhas e a Represa do Funil.

passo a passo do paraquedas
passo a passo do paraquedas

Durante o voo de paraquedas, Flávio me deixou pilotar um pouquinho o voo. Até a hora que ele mandou puxar bem um dos lado, e descemos em espiral, gritei que nem louca FOI UM MÁXIMO!!!!

Se eu estava feliz? Imagina...
Se eu estava feliz? Imagina…

5 – O POUSO

Vero chão se aproximando é a triste notícia que o passeio está no fim, uma seta e várias birutas sinalizam para que lado devemos pousar, o pouso é muito, muito tranquilo. Único problema é louca vontade de subir no voo seguinte para saltar.

Hora de pousar
Hora de pousar
Obrigada pelas fotos incríveis Nick!!
Obrigada pelas fotos incríveis Nick!!
Acho que nós três não temos do que reclamar, na realidade pretendemos voltar em outubro arrastando muitos amigos e familiares, Dida, Flávio e PC nos aguardem!
Acho que nós três não temos do que reclamar, na realidade pretendemos voltar em outubro arrastando muitos amigos e familiares, Dida, Flávio e PC nos aguardem!
antes e depois do salto
antes e depois do salto

Com um sorriso estampado no rosto, fotos e filmes em mãos, partimos para a rodoviária. Essa parte é meio chata porque não tem taxi por perto, mas o pessoal da Eagle Skydive nos passou o contato de um que em 10min foi nos buscar. O ônibus de volta compramos na hora mesmo não deu nenhum problema, tinha poucas vagas mas ok, deu para voltar, melhor do que ter comprado com antecedência e ficar desesperado.

Flávio obrigada por essa aventura e Nick obrigada pelas fotos mais incríveis!!!
Flávio obrigada por essa aventura e Nick obrigada pelas fotos mais incríveis!!!

Informações importantes – Eagle Skydive

Peso máximo 120 kg / Acima de 95 kg conferir taxa extra
Ter idade mínima de 18 anos (ou 16 anos – com autorização dos pais)
Estar em perfeitas condições de saúde e não ter realizado SCUBA Diving nas últimas 12h;

Para quem quiser o contato do táxi que usamos segue aqui
Lázaro ( 24 ) 9 9845 2528

Confira o facebook da Eagle Skydive

 

 

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12 comentários em “Eagle Skydive – Saltando de paraquedas em Resende

  1. Júlia, não pensava que fosse assim tão maluquinha!!!! Mas uma maluquinha de coragem!!!!

    Devemos correr mesmo atrás dos sonhos. Parabéns!!!
    Beijos Maria Angélica, sua fã!!

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