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Escalada no Morro da Babilônia

Primeira coisa que você pensa ao escutar que vai escalar o morro da Babilônia é que você vai entrar pela favela. Bom, nesse caso está errado. Minha primeira aventura em escalada de pedra foi na Urca, do outro lado do morro da Babilônia, escondinha atrás da entrada do bondinho do Pão de Açúcar. Se você é como eu que adora uma aventura, e ama ver a cidade de ângulos diferentes essa é uma boa pedida para uma aula experimental de escalada.  Aula essa que deve ser agendada com antecedência e contar com a boa vontade do tempo.

e tempo não dando folga
e tempo não dando folga

Antes de começar a aula, aquelas recomendações básicas. Levar um lanchinho, água, levar documento de identificação, roupa de ginástica e ir com um tênis confortável pois antes de chegar na pedra tem um pedacinho de trilha. A aula experimental é recomendadas para todos, desde que estejam com a saúde em dia, então..bom senso galera… Entramos pela “porta dos fundos” do bondinho. Na entrada assinamos um caderno e deixamos um documento de identidade com eles ( por isso leve um documento ). Depois é só subir uma escada e subir pra mata. Andamos Um pouco entre a pedra e o mato até chegarmos onde seria a aula.

chegando para a trilha
chegando para a trilha

O morro da Babilônia tem cerca de 180m de altura e mais de 40 vias diferentes para os amantes de escalada. Já toda a região da Urca soma mais de 300! Sim, 300 vias diferentes de escalada, para todos os tipos de aventureiros. Todas elas tem nome, a que eu fui encarar na primeira aula se chama “Roda Viva” pois foi aberta na época da ditadura quando a música Roda Viva estava em alta.

sim a trilha é nesse apertinho ai entre as árvores e a pedra
sim a trilha é nesse apertinho ai entre as árvores e a pedra

Ao escrever esse post descobri que a via que fiz era nível 3, ou seja nível 3 não é MEGA difícil hehehe. Na realidade fiz apenas um pedacinho dela de 30m. A via completa é bemmm maior e vai até o cucuruto do morro, de acordo com o raoni mais ou menos 5x o que eu fiz.

e toma aprender a lidar com a corda
e toma aprender a lidar com a corda

Antes da escalada começar, muitas, e muitas explicações, tanto sobre os equipamentos, quanto sobre as técnicas de nó para a escalada. O Raoni tem muita paciência e explica tudo com a maior calma do mundo, não tem como você não se sentir seguro. Primeira coisa que colocamos e a última que tiramos é o capacete. Como ele disse é mais para se proteger de coisas que caem em você como pedriscos, mosquetões e peixes, do que efetivamente por conta das quedas. Sim peixes caem do céu, hahaha pode parecer absurdo mas as vezes as fragatas ou gaivotas podem deixar a pesca cair no meio da disputa no ar. Ou seja USE CAPACETE!

a cara de serenidade antes de encarar a pedra
a cara de serenidade antes de encarar a pedra

Voltando a escalada, somos apresentados as sapatilhas, que são bem apertadinhas para aumentar a precisão da escalada. De acordo com o Raoni conforme as escaladas vão ficando mais complexas mais apertadas vão ficando as sapatilhas ( aí meus dedos! ). O interessante aqui são as solas das sapatilhas, por algum motivo bizarro eu achava que elas teriam o solado que lembrasse de alguma forma chuteiras, com pinos, garras… Raoni disse que é normal as pessoas imaginarem isso mas o solado é extremamente liso, de uma borracha especial que dá uma aderência incrível, facilitando a escalada, pois ela consegue dar “grip” na menor área possível.

puro charme a sapatilha
puro charme a sapatilha

Depois das sapatilhas, hora de vestir a cadeirinha / boldriê e ser apresentada a mais uma penca de mosquetões e cordas e haja instrução. Em um primeiro momento você pode se sentir sufocada pela quantidade de informações novas ainda mais que envolvem a segurança e o processo de escalada. Mas é só ter um pouquinho de calma e paciência que fica tudo bem. As cordas são certificadas e aguentam um peso absurdo se comparado ao peso do nosso corpo, não só as cordas, mas todo o equipamento.

e lá vai o Raoni
e lá vai o Raoni

Depois de bem amarrada na corda e mais umas instruções de como dar corda, lá vai o Raoni, na frente marcando o caminho e prendendo a corda. Quando ele chega no micro platô no meio da pedra e se prende é hora de eu tomar coragem e começar a escalar. O segredo é fazer força nas pernas e acreditar na sapatilha, e não fazer tanta força com os braços, mas é mais difícil do que parece, a tendência de fazer força na mão é muito instintiva e o preço que pague foram uns arranhões e umas bolinhas de sangue no mindinho hehehe.

e lá vou eu! | e o mindinho detonado...
e lá vou eu! | e o mindinho detonado…

Para mim escalar sempre foi a atividade que mais dispara a adrenalina, talvez pela sensação da suas segurança, apesar da corda, estar dependente da sua mão e pés, e analisando friamente são áreas pequenas. Saltar de paraquedas e asa delta essa responsabilidade é de outra pessoa, logo fica mais fácil. Juntei todas as forças para não olhar para baixo enquanto encarava a via, tava com medo de panicar, a pedra era bem mais crespa do que eu esperava, quase um asfalto, tinha imaginado que seria mais lisinha pelo vento e chuva, me enganei lindamente.

chegando ao topo! | pose para foto nas alturas
chegando ao topo! | pose para foto nas alturas
vista do alto do caminho, imagina com sol..
vista do alto do caminho, imagina com sol..

Chegar ao primeiro grampo e realizar todo o procedimento de soltar e prender o mosquetão ao boldrie foi de arrepiar, a sensação de responsabilidade é gigantesca, já os seguintes foram mais tranquilos. Finalmente terminar a subida foi incrível, agora era só descer em rapel, e isso é moleza e praticamente só contemplação. Aquela foto posada para registrar a confiança que você tem nas cordas, de braços abertos, e bora descer, já que a vista ficou no imaginário devido ao tempo. Os professores de escalada odeiam que você diga que gosta mais da parte do rapel, mas cara, é tão gostosinho e um centésimo do esforço para subir hahaha Raoni me perdoe.

foto turistona e bora descer
foto turistona e bora descer
bora de rapel
bora de rapel

Chegar ao pé da montanha dá uma sensação incrível de missão cumprida, já a me preparar para a pose heróica, quando você escuta que vai ter que subir DE NOVO. Só que dessa vez o Raoni fica em baixo e fazendo sua segurança dali mesmo enquanto você sobe sozinha. Sem corda para te guiar o caminho presa aos grampos. Então você tenta fazer o mesmo caminho até o topo novamente, eu tenho plena consciência que errei e acabei indo por uma parte mais chata, mas o que importa foi que eu terminei! Vendo láaaa embaixo aquele pontinho laranja que era o capacete do Raoni. Mais fotos e bora de rapel mais uma vez. Depois de mais uma vez colocar os pés em “terra”, escutei a pergunta se eu não queria subir de novo. Pior que subiria, mas tava cansada, e tinha hora para sair correndo.

e lá vou eu de novo
e lá vou eu de novo

Num primeiro momento achei exagero subir a segunda vez, mas no final entendi que aquilo ali era muito necessário, para você conseguir lidar de forma mais natural do que da primeira vez com todo o processo da escalada, e te dizer, apesar de ter sido mais difícil por não ter os grampos guiando, achei mais fácil, em relação a força feita, e os picos de adrenalina, acho que você vai se acostumando, e no final se torna muito prazeroso ( apesar da força ) conseguir escalar.

fim de aula!
fim de aula!

Queria agradecer ao meu amigo Raoni, pela aula que foi um máximo! Recomendo para todo mundo que tem um espírito mais aventureiro. Em breve teremos outra aventura para contar, mas dependo do tempo colaborar. Para quem quiser marcar uma aula experimental com ele, seguem os dados para contato

Para quem quiser marcar uma aula experimental com ele, seguem os dados para contato

Informações importantes – Aula de escalada

tempo +- 2h
valor R$150
contato Raoni Chavarry
 tel  21 98841 5510

 

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