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Museu Naval

Como falei no post sobre a Ilha Fiscal, aproveitamos o tempo que tinha sobrado para conhecer o Museu Naval. Achamos a princípio que íamos consegui acompanhar a guia, mas como saímos para comer, não deu…fica pra próxima.

As salas para visita do museu se dividem em 2 partes, a primeira quase na porta de entrada conta a evolução das embarcações, apresenta os aparelhos usados para navegar e explica porque os portugueses saíram em busca de novas terras. Achei super legal a proposta das caixas plásticas com as especiarias dentro para podermos sentir o cheiro, pena que o gengibre inteiro não exala cheiro nenhum.

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Caixas de especiarias

Os itens “tecnológicos” para navegação tem uma vitrine só para eles. Conhecidos nossos das aulas de história: bússolas, compassos e astrolábios. O único item que confesso que não tinha sido apresentada foi essa cordinha com dois tocos de madeira. Por um instante achei que fossem as famosas cordas com nós, que mediam a velocidade das embarcações, por isso a velocidade náutica é em nós. Mas para minha surpresa era uma ferramenta usada pelos asiáticos para medir a altura dos astros, conhecida como Tábuas da Índia.

Tecnologia da época para a navegação
Tecnologia da época para a navegação
Esqueleto para construção
Esqueleto para construção

Eu adorei o esqueleto da caravela, e a explicação da técnica de construção. Construtores navais portugueses desenvolveram uma técnica chamada Esqueleto Rígido, onde eles construíam a estrutura antes da parte externa. O que era perfeito para controlar a forma do casco que era essencial para navios que vão para mar aberto. Eles não faziam muitos desenhos do projeto, a principal referência era um molde articulado de madeira tipo o da vitrine.

 

 

 

 

Comparação entre os 3 principais modelos de embarcação. Da esquerda para a direita: Caravela, Nau e Galeão
Comparação entre os 3 principais modelos de embarcação. Da esquerda para a direita: Caravela, Nau e Galeão

CARAVELAS – Provavelmente baseadas nas embarcações de pesca, as caravelas eram ideais para a exploração costeira.

NAUS – Eram usadas para transporte de maiores volumes, principalmente para o comércio.

GALEÃO – Navios de guerra, que eram armados e mais reforçados que as naus.

Numa tela interativa é possível explorar os mapas do século XVI.

Mapa interativo
Mapa interativo

Talvez muitas pessoas não saibam mas os Piratas tinham um “parente” próximo, os  Corsários, que nada mais eram que pessoas com carta branca para saquear ou abater outros navios de comércio, enquanto quem não tinha a tal autorização se tornava pirata.

Num cantinho da sala fizeram uma ambientação da parte interna de um navio, com canhão e “vista” para o mar.

Ambientação da parte interna de um navio
Ambientação da parte interna de um navio

 

Minha cara de: "tira logo a foto porque está pesado"
Minha cara de: “tira logo a foto porque está pesado”

Cansei de ver em filmes as pessoas carregando as balas de canhão pelo convés, sempre tive curiosidade de saber o real peso da simpática bolinha de ferro. Não é que eles tem uma bola para você levantar? ou tentar.. Eu fui na fé que era pesada mas mesmo assim, não consegui levantar de primeira, pela foto vocês podem reparar minha expressão de estou fazendo esforço e sorrindo. É muito muito pesada, pelo que pesquisei na internet, as balas de canhão de navios pesavam até 16kg!

 

O final do passeio nessa sala foi meio corrido por causa do horário, mas eles mostram uniformes da marinha brasileira nos seus primórdios, brasões e um mapa com luzes interativas que indica onde ocorreu cada confronto na costa.

A segunda parte da visitação do museu fica do lado do pátio interno. A sala é pequena comparada a outra parte da visita que mencionei antes.(Essa foi a primeira parte em que fomos, fizemos ao contrário, paciência) Nela é possível admirar e compreender a evolução das embarcações de guerra em inúmeras reproduções em miniaturas. Cada uma mais detalhada do que a outra. Muito bonito mesmo! Único problema é a legenda preta em fundo azul, que não ajuda em nada para leitura (momento design).

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Miniaturas super detalhadas
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Miniaturas super detalhadas II

Além dessas duas salas, no pátio do museu, estão expostos vários artefatos bélicos, (desativados obviamente). A mina e o torpedo localizados no chão, simulando como se estivessem debaixo da água, são super interessantes.

Torpedo e mina desativados
Torpedo e mina desativados

Único desespero são as crianças que correm e pulam em cima do vidro freneticamente, dá uma certa agonia. Enquanto esperávamos na fila pudemos admirar a vitrine com inúmeras condecorações. Todas muito trabalhadas e coloridas.

Vitrine das condecorações
Vitrine das condecorações

Não poderia deixar de passar a visita à lojinha do museu, eu não resisto a uma lojinha de museu, mesmo que eu não vá comprar nada, preciso entrar, é mais forte que eu. A loja é abarrotada de itens náuticos, de pins a réplicas de navios, relógios, bússolas e escotilhas decorativas. Confesso que me cocei para não levar um daqueles tradicionais quadros de nós para o meu pai, outra hora volto com calma.

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Como resistir a uma loja de lembrancinhas não é?

Com isso, carimbamos mais um quadradinho no nosso passaporte de Museus! E partimos para a Ilha Fiscal. Pretendo voltar com mais calma para fazer a visita guiada em breve, e incrementar o post.

Carimbo do Museu Naval
Carimbo do Museu Naval

 

Informações gerais – Museu Naval

Duração do passeio

O tempo que você quiser passar dentro do museu

Horários

De terça a domingo de 12h às 17h

Aos sábados e domingos, as 11h30 e 14h eles oferecem o serviço de “SIGA A GUIA” que é uma visita guiada, sem custo.

Preço

Grátis

– Informações retiradas do site Mar Mil –

 

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Um comentário em “Museu Naval

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