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Projeto Pão de Açúcar Verde

“Seja a mudança que você quer ver no mundo!” Essa frase parece que está na moda, em posts com fotos bonitas, filosóficas, camisas feitas de pet, em ecobags. É bonita a massificação dessa frase, mas me conta aqui, baixinho, ninguém precisa escutar, o que você REALMENTE faz para mudar o seu entorno?

Eu vivo postando passeios no mar, trilhas,( além de museu e outras coisitas) mas muitas das atividades que compartilho são diretamente ligadas a natureza. Aí você me pergunta, o que eu Julia aka Fora da Toca, faz? Além de azucrinar quem sai comigo hahahaha (juro que não sou eco chata) sempre que vou a praia faço questão de recolher o lixo a minha volta na areia ou no meu caminho, na água a mesma coisa. Além de coisas básicas da educação. Como não jogar lixo no chão etc.. ( não acredito que até hj ainda temos que repetir isso mas ok).

caminho Cláudio Coutinho

Eis que no tour ecológico do Pão de Açúcar que você pode conferir aqui. Eu fiquei sabendo do Projeto Pão de Açúcar verde, uma ação de reflorestamento das encostas do morro. Obviamente não resisti e saí em busca de mais informações, você pode conferir elas aqui.

Como é o Projeto Pão de Açúcar Verde?

O Projeto Pão de Açúcar Verde foi criado em 2002 como uma iniciativa voluntária e individual do ambientalista Domingos Sávio Teixeira, com o objetivo de executar a recuperação ambiental em áreas degradadas no entorno do Pão de Açúcar. Em 2010 foi assinado o 1º Termo de Adoção das duas áreas adotadas na face leste com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, oficializando a adoção. Na renovação da Adoção, em 2015, foi incluída uma terceira área, na face sul, totalizando 2,5 ha de área adotada. 
Recuperação ambiental/reflorestamento – Desde 2002 estamos executando a recuperação ambiental de duas áreas na face leste e outra na face sul do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Estas áreas eram completamente dominadas pelo Capim Colonião (Megathyrsus maximus), espécie exótica invasora. Sendo ótimo propagador de incêndios, causava grandes danos à flora e à fauna local. Com a retirada desse capim e o plantio das espécies da Mata Atlântica, o ciclo de incêndios foi interrompido e a área foi se transformando aos poucos com a nova cobertura vegetal, trazendo de volta também a fauna. A local é de difícil recuperação, pois se trata de encosta a beira mar, com pouco solo, salinidade e sujeita a fortes ventos marinhos. Por se tratar de trabalho voluntário, nos primeiros 11 anos ele foi feito somente nos finais de semana, por causa da atividade profissional do adotante.  Até março de 2017 já foram plantadas cerca de 6.000 mudas de espécies da Mata Atlântica nas áreas adotadas e em outras áreas no entorno do Pão de Açúcar e do Morro da Urca. O ambientalista coordena também, desde 2004, a recuperação ambiental do Costão Lagartinho, na face sul do Pão de Açúcar, adotado pelo Centro Excursionista Rio de Janeiro (CERJ).
-texto copiado na íntegra do site do projeto –

Para participar basta enviar um e-mail pedindo para se inscrever, ou tentar a sorte no dia. O reflorestamento acontece sempre no primeiro domingo do mês ou conforme as condições climáticas permitirem. Com um ponto de encontro pra lá de fácil, na praça General Tibúrcio em frente a entrada do bondinho, deve chegar até 8h30.

Sávio e Carlos Palô

Como é um projeto independente, com custos, pedem para que façamos uma contribuição consciente de 20 reais por pessoa, ou que direcione esse valor para adquirir um dos produtos que o projeto vende, colaborando assim com a sua manutenção.

galera animada para o reflorestamento |
Adriana Motta,  Aldair Facundo,  Belmiro Feijó,  Breno Fontel,  Bruna Tavares,  Carlos Antonio Pereira (Palô),  Cínthia Araújo,  Christina Bocayuva,  Cris Lima,  Dágela Santana,  Julia Sampaio,  Lívia Silva Cardoso,  Maria Beatriz Galli,  Maria Lucia Teodoro Pereira,  Mônica Marzullo,  Roberto Motta,  Rosana Motta,  Sylas Eckart Macena | foto: Christina Bocayuva

Partimos do ponto de encontro em direção a pista Cláudio Coutinho.
Dividimos as mudas de árvores da mata Atlântica. Numa média de 2 a 3 mudas por pessoa, além das garrafas de água para regar as mudas depois de plantadas.

Seguimos até a entrada para a trilha do Morro da Urca. A trilha não é super pesada. Como tudo na vida é relativo. Depende do seu preparo físico e ainda assim depende da velocidade que você sobe. Eu considero uma das trilhas mais fáceis do Rio de Janeiro. Ainda mais depois que foi “reformada” tendo colocada em seu caminho degraus e corrimãos.

A velocidade da subida varia com o grupo, eles tentam sempre manter um padrão para que todos sigam juntos. Apesar dessa preocupação tivemos duas desistências ainda na primeira parte de subida, duas senhoras não fizeram muita fé na trilha e ficaram pelo caminho. Não é minha primeira vez nessa trilha, mas cada ida é um passeio completamente novo. Dessa vez cercada por pessoas que entendem das espécies ali presentes tudo ficou mais interessante. Ainda sinalizaram no caminho pedaços dos cabos de aço do bondinho que em algum momento foi trocado em alguma manutenção e acabou ficando no meio da mata. O cabo já camuflado há muito tempo na terra se confunde com um pedaço de galho de madeira escura, não mais largo do que o meu pulso, já seu comprimento se perde em meio a mata.

Pela primeira vez parei no mirante da trilha. Confesso que nunca tinha reparado nele. E os simpáticos (e safados) miquinhos estrela fazem a festa da turistas que insiste em alimentar e tentar afagar os bichinhos. Sério, vi o garoto que não deveria ter mais de 10 anos tentando de toda forma acariciar o mico. Gente, por mais inofensivo que eles pareçam, principalmente pelo seu tamanho, são animais selvagens, e o pior ( como já falei muitas vezes ) espécie exótica aqui, predadora e assassina de outros animais locais. De bônus, eles ainda podem passar raiva, pulga entre outras doenças. Então não alimentem eles, nem com fruta por mais pidões que eles sejam.

Nosso trabalho de reflorestamento foi bem reduzido, pois. Sávio e seus amigos já tinham cavado as covas no dia anterior. Logo, basicamente era só escolher seu cantinho para plantar a muda. Subimos nesse fim de semana com mudas de Ipê amarelo, Amendoim bravo, Angico branco, Araribá amarelo e Paineira rosa. As mudas levam mais ou menos uns três meses para ficarem do tamanho ideal para serem plantadas, a partir daí, vários anos para ficarem lindas e frondosas.

Eu sei parece um trabalhinho de Formiga em meio a tanto desmatamento, queimadas etc.. mas prefiro saber que estou tentando ajudar de verdade, do que simplesmente sentada na frente de uma tela de celular ou computador reclamando em redes sociais. 

Queria agradecer ao Sávio e toda a galera que sempre faz parte do projeto, é um lindo trabalho que vocês fazem. Espero me tornar habitué . Ah eles também tem um blog, onde registram os mutirões, você pode ver como foi o dia que participei aqui.

Dica do Fora da Toca | Projeto Pão de Açúcar Verde

Por ser um passeio ao ar livre sempre é bom levar, filtro solar, chapéu e repelente. A trilha do Morro da Urca é bem tranquila, um tênis ou qualquer sapato confortável caí bem. Mesmo sendo tranquila é preciso ter um certo preparo físico para fazer a subida. Não tenha medo ou vergonha de dizer que nunca fez trilha.
Leve água para você, 1L para sua muda e um saquinho, bolsa, mochila para carregar ela até o ponto de plantio.

Informações importantes | Projeto Pão de Açúcar Verde

Horário 1º domingo do mês ou conforme o tempo permitir
Valor  O projeto é independente então é solicitado uma contribuição consciente de R$20 ou a aquisição de algum produto do projeto
Duração do evento Aprox. 3h
Mais informações no site



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